Fazia tempo que eu não falava do Barthô. Está um certo bololô, por alguns motivos:
# 1 tipo…ele é o rei da casa. Tem mil brinquedos, caminha, cobertor, almofada da sala, colchonete no sofá e atenção em tempo integral. Ou seja, tá meio mimado. Era esperado já que ele é meu primeiro cachorro, é filhote e tem a cara mais fofa ever.
# 2 hã, bom. Eu descobri recentemente que várias das brincadeiras que a gente fazia aqui em casa para ele “gastar energia” na verdade estavam estimulando a agressividade. Sabe, eu tava criando um pit bull e não sabia.
# 3 quando ele ainda tinha um mês em casa era muuuito fofo e tranquilo, quase não latia. Vivia querendo interagir com a cã da vizinha, que já é bem senhora. Acontece que a nossa vizinha meio que se apegou com o Barthô e a Gigi (a cadela) pegou uma super birra do pequeno. Eis que na primeira vez que o Barthô entrou no apê delas…ela avançou e latiu. Ele correu pacas. A partir daí ele passou a latir para qualquer cão e a reagir a todos os latidos. Todos.
# 4 o item acima fez com que as saídas na rua estejam sendo meio traumáticas (para mim, mãe de primeira viagem) e para ele, já que todo “encontro” vira um perereco.
# 5 o que fez com que eu contratasse um adestrador. O Ítalo já é chapa do Barthô, pois também dá banho nele lá na clínica veterinária. Nosso adestrador é um amor e se dá super bem com o Barthô, ele adora o Ítalo. Mas eu ainda acho que o lance do comportamental também tem a ver com a postura. O Ítalo acredita na técnica e na teoria. Ele estudou isso. Eu sou só uma mãe. Daquelas que fala com o cão na rua (o mais engraçado é que eu achava isso hilário, quando eu não tinha cão. Ora veja só…).
# 6 Nas saídas descobri que esse amor universal pelos cães é um mito. Tem dono de cachorro que não gosta de cachorro. Surpreendentemente, apesar de morar em um bairro com muito cão (tem um labrador morando no meu prédio), nem todo mundo é simpático com os pequenos. Aliás, tive mais interações desagradáveis do que agradáveis. Ter cão, sob determinados aspectos, é como criar filho: todo mundo dá palpite e se acha melhor do que o outro. Tem que ter paciência para aguentar tanta abobrinha. Um dia vou fazer um post sobre 10 fatos randômicos sobre loucos e seus cães.
# 7 Quando a gente recebeu o Barthô do abrigo disseram que ele tinha 4 meses. A veterinária teimou que não que ele deveria ter, no mínimo, 6 meses. Isso significaria que hoje ele estaria com 10 meses. Agora, todo adestrador de cachorro e passeador fala pra gente que estamos contando a idade dele errada, que a info do abrigo é que deveria estar certa, ou seja, ele ainda tem 8 meses. Minha vontade é esganar a veterinária, mas enfim… Deixa estar.
# 8 Independentemente de tudo isso, ele continua sendo o cão mais mimado do bairro, não por mim (eu tento), mas pelos porteiros, vizinhos, seguranças, molecada e visitas. O bichinho é carismático demais.
# 9 Quando eu saio de casa ele entra rapidinho no elevador social, dá um pulinho, se vê no espelho e volta pra dentro de casa. =P A vítima do momento é a lagosta vermelha que apita. A figura tá toda babada.
# 10 Com esse frio me vi na obrigação de comprar uma roupinha para ele andar pela casa. Nos primeiros minutos ele não gostou muito, mas quando ele sacou que aquele moletonzinho deixava ele quentinho…aaaaaaaaaaaaaaah aí foram outros 500. Ficou um lorde, bem descolado.

Olha só o safado, todo pomposo!